quinta-feira, 17 de março de 2011

Parque Paleontológico de Gaiman

Ontem pela manhã peguei um ônibus em Trelew rumo a Gaiman, para fazer a trilha do Parque Paleontológico Bryn Gwyn. O ônibus levou uns 30 min. até a cidade, e de lá mais uns 20 minutos até o prédio da administração do parque e início da trilha.

Prédio administrativo do parque.

A cidade de Gaiman tem aproximadamente 20 mil habitantes, mas o mais interessante é que está incrustada no meio do deserto. Em algumas ruas da cidade, nas quadras, ao invés de prédios, tem montes de terra de uns 20m de altura. Na estrada que leva até a cidade e na via de entrada desta, impressiona ver com podem as pessoas morar ali, um local seco e poeirento, realmente desértico.

Deserto

Já em direção ao parque, o cenário muda por alguns quilômetros. Há uma área rural bastante verde, onde se planta todo o tipo de hortaliças e também se faz o cultivo de ciprestes para uso da madeira. O local acabou me lembrando muito da cidade de Uspallata, entre Mendoza e Puente del Inca, que também apresenta um vale verde no meio do deserto seco. A diferença ficou somente no tipo de solo, que em Uspallata é mais rochoso e escuro, enquanto em Gaiman o solo é de um tom bege, quase branco, e as rochas tem um aspecto de gesso.

Vale verde no meio do deserto.

Quanto ao parque, a trilha é autoguiada, sendo totalmente sinalizada. Dura de 1h30 a 2hs, ida e volta (pelo mesmo caminho). O final da trilha (ou melhor, o meio), se dá em um platô a 252 m acima do nível do mar, de onde se tem uma bela vista do vale verde e do deserto.  Os fósseis são datados de 40 a 6 milhões de anos de idade, sendo basicamente de mamíferos e animais marinhos. A parte que mais me chamou atenção foi justamente no final, onde há uma camada de sedimentação exposta, repleta de fósseis de conchas do mar e também dentes de tubarão, evidenciando que o oceano já cobri esta parte da Patagônia.

Início da trilha

Fóssil

Pirâmides de vidro que protegem os fósseis

Camada de sedimentação marinha

Mas o ambiente desértico e a vista panorâmica impressionou mais do que a trilha e os fósseis em si. Talvez se eu tivesse feito primeiro esta trilha e depois ido ao museu (MEF) teria curtido mais. Acho que fui com uma expectativa muito alta para o parque, depois de ver todos aqueles dinossauros (e por sinal no parque não há fósseis de dinossauros). Outra coisa legal, foi o condor que ficou sobrevoando um tempo acima do deserto. Mesmo de longe da para perceber como são grandes e imponentes.

Deserto

Condor sobrevoando... acho que eu era o prato.

Acabei almoçando em Gaiman na "Casita de Comidas", um lugarzinho bem legal, com apenas 2 mesas, com uma dcoração caseira e aconchegante, um balcão repleto de diferentes tipos de ˜jamón y quesos˜ em pedaços inteiros para serem fatiados na hora e com um cardápio de lanches leves e pizzas.  Bem legal a proposta do local.

Casita de Comidas

E por fim retornei a Trelew e no final do dia tomei um ônibus para Puerto Madryn, cidade na beira do Oceano Atlântico e de onde escrevo agora. Amanhã a idéia é conhecer a beiramar e a cidade.

Veja mais fotos do dia de hoje no álbum do Facebook.

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